ALINHAMENTO



Alinhamento é, como o próprio nome diz, responsável por manter o carro “na linha” – sem que “puxe” para um lado, desde que transitando em piso regular.

O alinhamento é especificado pelo fabricante do veículo a fim de oferecer maior eficiência de rolamento, melhor dirigibilidade e otimização do grau de esterçamento. Qualquer alteração que ocorra nas especificações de alinhamento, ocasionada por impacto, trepidação, compressão lateral e desgaste dos componentes da suspensão poderá comprometer o bom comportamento do veículo. Ou, ainda, provocar desgaste irregular e prematuro da banda de rodagem.

São quatro os itens envolvidos no alinhamento: convergência, divergência, cáster câmber. Todos eles devem ser observados no alinhamento, que será feito:

1 – a cada troca de pneus;
2 – quando os pneus apresentarem desgaste excessivo na área do ombro;
3 – quando os pneus apresentarem desgaste em forma de escamas na banda de rodagem;
4 – se um pneu tiver maior desgaste do que o outro;
5 – trepidação das rodas dianteiras;
6 – vibração do carro;
7 – volante duro;
8 – carro tende para os lados quando o motorista solta o volante;
9 – carro desvia e puxa para o lado quando os freios são acionados;
10 – a cada 10 mil km (rodízio ou balanceamento);


CONVERGÊNCIA / DIVERGÊNCIA

Convergência é o ajuste das rodas direcionadas, de modo que fiquem mais fechadas na extremidade dianteira do que na traseira.DivergênciaÉ a condição oposta à convergência. Neste caso, as rodas estão mais abertas na extremidade dianteira do que na traseira. Se os valores especificados para a convergência ou divergência das rodas estiverem alterados, a banda de rodagem dos pneus apresentará um desgaste irregular em forma de “serra”, que provocará um alisamento acelerado da banda de rodagem.

DIVERGÊNCIA NA CURVA

Para fazer uma curva, a roda dianteira interna (com relação à curva) deverá esterçar mais do que a externa, a fim de produzir a necessária divergência para efetuar esta curva com segurança. Após efetuar a curva, esta situação de divergência deve cessar, retornando ao paralelismo especificado. Se o ângulo de giro especificado para uma roda dianteira estiver fora das recomendações, todos os pneus do veículo sofrerão um desgaste excessivo nas curvas, em consequência do arrasto a que são submetidos.

CASTER

É o ângulo de inclinação para frente (negativo) ou para trás (positivo) do pino-mestre ou do braço de suporte do eixo na parte superior, com relação a um plano vertical.
O caster é responsável pela estabilidade direcional do veículo. Pouco ou nenhum caster ocasionará um bamboleio na roda, resultando em desgaste acentuado em pontos localizados da banda de rodagem de um pneu. O caster desigual faz com que a roda puxe para um lado, provocando um desgaste irregular da banda de rodagem do pneu. O caster excessivo originará um desgaste total e prematuro da banda de rodagem do pneu.

CAMBER

O camber é determinado pela inclinação da parte superior da roda, para dentro ou para fora do veículo, em relação ao plano vertical. A cambagem pode ser positiva ou negativa. A cambagem excessiva provoca um desgaste mais acentuado no ombro do pneu. Se o camber for positivo, o desgaste será no ombro externo; se for negativo, o desgaste será no ombro interno.

© Copyright 2018 - Todos os Direitos Reservados | TOC Pneus (TC Pneus LTDA)